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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um filho da P...átria!!

Traidor da Inconfidência Mineira

Acho muito engraçados esses figuras que querem parecer "pra frente" e "polêmicos" que tem por aí. Quer dizer, até que tem uns que fazem questionamentos válidos, mas tem cada babaca! Aí vem um cara que trabalha no Banco do Brasil, que estuda em uma universidade FEDERAL, que suga um monte de recursos da Pátria e só sobrevive pelos recursos que ela provê, e fica falando nas redes sociais que o Brasil não presta, que tudo aqui é uma merda, que bom mesmo é a Argentina, que lá tudo é perfeito, que a seleção dos caras é melhor... E ainda fala pras pessoas: "o TEU país" se referindo ao Brasil! Como assim, mané??

Daí fica um monte de gente não querendo se comprometer e ser "politicamente correto" e ficam tentando argumentar com um figura desses... A educação vale, pra quem também a conhece, senão, não rola a interação, amigo! Pra certas pessoas, a gente tem que mandar a REAL pra ver se o figura se toca!

Vi um monte de respostas polidas e o cara insistindo em falar besteira na TL. Não mais suportando a afronta, postei minha resposta ao post:

"hauhauhauhauahuah, Xxxxxxx, vc é um fanfarrão!! hauhauhauhauahuaha XD engraçado tu dizeres "o TEU país"... hauhauhau e dizendo isso em Português!!! XD muito engraçado mesmo, bro... o fato de tu pagar pau pra um país, não te confere nacionalidade, bro! Nasceste aqui, és brasileiro! Não gostas, foda-se! mas isso não se pode mudar, A MENOS que consigas a nacionalidade a(argg)gentinHa!! Sendo brasileiro, falas mal da tua própria casa, cuspindo no teu próprio prato. Quer dizer, se nada presta no Brasil, não prestam também teus pais, irmãos, família, ninguém! Não presta a tua casa, teu emprego e NEM TU! pq TB és parte do caldeirão Brasil, INDEPENDENTE DO QUE PENSES OU DIGAS! Contra os FATOS da vida, não há argumentos, especialmente esses teus... MAAAAS, como todo mundo tem o direito de ser tão louco quanto queira, apenas te desejo sorte aí, para encontrar no futuro, tantos argentinos "complacentes" com brasileiros traíra de sua PRÓPRIA nação quanto pensas que existem!! Como eles poderiam afinal confiar em ti??? E em última análise, talvez tenha alguém do teu trabalho de merda (já que tudo aqui é uma merda) que leia essas maravilhas de pensamentos e comece a se questionar porquê, afinal, ter um sujeito anarquista e anti-patriota trabalhando pra eles? Enfim, bro... só te digo que, às vezes, o que pensamos ser ruim, pode piorar, e o que achamos que vai ser bom, pode ficar uma MERDA também... O mundo, irmão, é o que fazemos dele... se vês o mundo com otimismo, sempre pode dar certo. Se vês o teu mundo como merda, vais viver numa fossa. Boa sorte aí! ;)" 

Depois dessa, o cara me excluiu do Facebook. Tô sentindo tanta falta... hahahahahahahah ai, ai...

Não gosta do Brasil, bro? FODA-SE!!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte??!

7 de setembro. Comemoramos hoje a Independência do Brasil. O que está errado nessa frase? TUDO! Vejamos:

Comemora-se algo bom, algo de que se quer lembrar, comemora-se o sucesso em algo. Temos o que comemorar?

Independência... Desde quando? Somos até hoje totalmente dependentes, se não de Portugal, de todo o sistema capitalista, chefiado pelos EUA. Tanto que uns poucos loucos que especulem mal no mercado imobiliário deles causa uma crise no mundo todo...

Mas deixemos de ser tão fatalistas. Nos atenhamos à história: Quem "declarou a independência" do Brasil? Dom Pedro, filho do então imperador português, imperador esse que havia fugido para cá por medo de Napoleão e com sérios problemas com a Inglaterra. Com o exército francês se aproximando perigosamente da pátria lusa, a Coroa portuguesa não teve outra escolha a não ser voltar e tentar "marcar presença". Imaginem a pressão que esse imperador devia estar sofrendo dos outros membros da corte, seus patrícios. Mas não podia perder o Brasil, essa colônia maravilhosamente rica, que estava elevendo Portugal à patamares de Riqueza, poder e domínio como nunca antes. Sim porque, foi o ouro, o café, a cana-de-açucar e a borracha brasileira, além do sistema escravocrata utilizado por eles então, que os colocou no papel de maior império "colonizador", da época.

Por outro lado, rebentavam pelo país afora, uma série de insurgências e protestos, brasileiros insatisfeitos que não tinham perspectivas e sabiam-se explorados (peraí, ainda é assim!), que começavam a conspirar contra os desmandos do "Império" e da família Real, que no Brasil, havia tomado as melhores casas para si, os principais recursos, e ainda tinham o descaramento de andar de liteira, cheios de seda, pra cima e pra baixo.

Então pensemos: Se a família Real fosse toda embora, perderia o Brasil. Se ficassem, poderiam perder Portugal! E no meio dessa "dúvida" toda, D. Pedro "resolve" se unir aos insurgentes "contra o pai" e declarar a independência. Mas como assim? Se o próprio Imperador disse: "vai filho, e torna-te o imperador do Brasil. Prefiro que sejas tu, que um desses aventureiros"! Ou seja, foi um truque! Ilusionismo! E até hoje tentam empurrar isso para as nossas crianças. Não houve "independência", o que houve foi um caso descardado de nepotismo! Nem aquela cena bonita que vemos nos livros história foi daquele jeito. O cavalo dele era um "pônei" e nem tinha tanta gente assim às margens do Ipiranga. E de mais a mais, que papo foi esse de "Independência ou morte"? E por acaso Imperador iria ordenar a morte do próprio filho? Teve morte sim, mas dos nossos bisavós...

Resumo da ópera: Não temos o que celebrar (nesse sentido) pois não somos independentes.

Felizmente, o produto final dessa balburdia somos nós, brasileiros legítimos, formados na mistura de todas essas raças e culturas. Nós, os segundos donos da terra (primeiro os índios, hein?). Nós que sangramos nos trocos das fazendas, nós que fugimos para os quilombos, nós que fomos caçados como bicho. Sim, nós, pois essa terra e essa história são nossa herança. Eram nossos ancestrais africanos, indígenas, europeus, que ao se "misturar" criaram esse milkshake genético que somos. E nos orgulhamos muito disso.

Essa, aliás, é uma diferença fundamental entre nós e a maioria dos outros povos do mundo "civilizado". Os europeus, por exemplo, adoram se gabar de sua origem, seu pedigree. Povos como o espanhol e o alemão, fazem todo o possível pra não se "misturar", diluindo assim a "pureza do seu sangue". Muitos deles (franceses e ingleses, por exemplo), tem rivalidades seríssimas e "milenares" entre si. Cada um querendo ser mais "soberano" que o outro. Nós por outro lado, somos plenamente cônscios de nossa origem, e mais cônscios ainda de nossa IDENTIDADE. Ser brasileiro é justametne o oposto do que eles são. Brasileiro é mistura, é miscigenação, é soma. Sabemos que não descendemos de nenhuma raça milenar, e gostamos disso! Brasileiro gosta é de somar, de agregar. Brasileiro gosta é do oposto. Repare: Quantos casais interraciais você conheçe? Negão adora loira, e vice-versa. Só aqui é possível encontrar tantas pessoas de uma mesma nacionalidade com tantas características diferentes. Há brasileiro japa, negão, branquelo, ruivo... tem até malhado! E é exatamente isso que nos enche de orgulho: A diversidade. A nossa existência é um tributo à superação, e à sobrevivência a qualquer custo.

Então, nesse 7 de setembro, vamos comemorar a coisa certa: Celebremos o Brasil e os brasileiros. Celebremos a (pouca, eu sei...) tolerância que nos fez crescer como povo. Celebremos os nossos ancestrais, que batalharam pelo sonho de um país mais justo e livre, e nos ensinaram a não desistir jamais. Celebremos à memória de todos os homens e mulheres que deram suas vidas, através da história para defender nossa liberdade. Celebremos a todos aqueles que morreram (até hoje) tentando nos tornar verdadeiramente independentes. No pensamento. Nas atitudes.

Celebremos mas para não esquecer nossos heróis, os inconfidentes, os cabanos e tantos outros que com seu sangue, escreveram nossa história. Celebremos hoje, porque amanhã, a batalha recomeça...
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Original: Guilherme Castelo

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Feliz Aniversário, Velho Amigo





Desde pequeno, me acostumei com você,
nem sabia andar, mas já vinha te ver.
Manhã de domingo, já tinha o que fazer,
perturbar pai e mãe, pra alguém me trazer.

Coisa mais linda do mundo,
Quando vi o peixe-boi na minha frente.
As ararinhas no fundo,
e os macaquinhos mexendo com a gente.

Já faz muito tempo,
mas não posso esquecer,
aquele dia de outubro,
em que conheci o poraquê.

Resististe tantos anos,
te tornaste secular.
Mesmo com perdas e danos,
continuas a me inspirar.

Te desejo longa vida,
espero mesmo que te salves.
Orgulho da minha Belém querida,
VIVA O BOSQUE RODRIGUES ALVES!

Imagens garimpadas em vários sites de imagens via Google.
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Original: Guilherme Castelo
Alusivo ao aniversário de 126 anos do Bosqu Rodrigues Alves.
Última nota: A desconstrução rítmica é INTENCIONAL!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sozinho no escuro (alone in the dark)

O que de fato significa estar só? Às vezes, estamos imersos na multidão e nos sentimos sós. Às vezes, trancados no silêncio do quarto, madrugada a fora, estamos mais acompanhados do que nunca. O coração não está só. A mente se acalma; ela sabe, e é o bastante.

Quantas vezes recebemos condolências de quem não se importa, apoio de quem de fato só nos que mal, sorrisos que querem nos devorar, aos pedaços. Quimeras e falácias. E pra nós, solidão.

Todos querem estar com alguém; poucos entendem o que isso significa. “Estar” além do físico, do presencial. Estar dentro de alguém é habitar mesmo, outra vida. É povoar pensamentos, é invadir os sonhos. Estar é mais que um verbo auxiliar, é um estado de espírito. É algo que não se força, se sente. Não se cobra, se espera.

O que dói mesmo é perceber que tantas pessoas tão importantes pra nós têm consciência de que o são, e ainda assim, não estão.

Seja um de nossos autores!

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