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quinta-feira, 29 de março de 2012

Adeus, velho Chico... E obrigado por tudo!


Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido como Chico Anysio (Maranguape,12 de abril de 1931 — Rio de Janeiro, 23 de março de 2012), foi um humorista, ator,dublador, escritor, compositor e pintor brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, emissora onde trabalhou por mais de 40 anos.

Ao dirigir e atuar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro no rádio e na televisão, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, José Vasconcellos e muitos outros, tornou-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas da história do país.Com a saúde cada vez mais debilitada, veio a morrer no dia 23 de março de 2012, após sofrer uma parada cardiorrespiratória causada por falência múltipla dos órgãos, decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.

No dia 25 de março, foi cremado no Cemitério do Caju. De acordo com Paulo César Pimpa, seu advogado, o humorista pediu em testamento que metade das cinzas seja espalhada em Maranguape, Ceará e a outra, em uma floresta nos fundos do estúdio do Projac, no Rio.


Fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Anysio)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um filho da P...átria!!

Traidor da Inconfidência Mineira

Acho muito engraçados esses figuras que querem parecer "pra frente" e "polêmicos" que tem por aí. Quer dizer, até que tem uns que fazem questionamentos válidos, mas tem cada babaca! Aí vem um cara que trabalha no Banco do Brasil, que estuda em uma universidade FEDERAL, que suga um monte de recursos da Pátria e só sobrevive pelos recursos que ela provê, e fica falando nas redes sociais que o Brasil não presta, que tudo aqui é uma merda, que bom mesmo é a Argentina, que lá tudo é perfeito, que a seleção dos caras é melhor... E ainda fala pras pessoas: "o TEU país" se referindo ao Brasil! Como assim, mané??

Daí fica um monte de gente não querendo se comprometer e ser "politicamente correto" e ficam tentando argumentar com um figura desses... A educação vale, pra quem também a conhece, senão, não rola a interação, amigo! Pra certas pessoas, a gente tem que mandar a REAL pra ver se o figura se toca!

Vi um monte de respostas polidas e o cara insistindo em falar besteira na TL. Não mais suportando a afronta, postei minha resposta ao post:

"hauhauhauhauahuah, Xxxxxxx, vc é um fanfarrão!! hauhauhauhauahuaha XD engraçado tu dizeres "o TEU país"... hauhauhau e dizendo isso em Português!!! XD muito engraçado mesmo, bro... o fato de tu pagar pau pra um país, não te confere nacionalidade, bro! Nasceste aqui, és brasileiro! Não gostas, foda-se! mas isso não se pode mudar, A MENOS que consigas a nacionalidade a(argg)gentinHa!! Sendo brasileiro, falas mal da tua própria casa, cuspindo no teu próprio prato. Quer dizer, se nada presta no Brasil, não prestam também teus pais, irmãos, família, ninguém! Não presta a tua casa, teu emprego e NEM TU! pq TB és parte do caldeirão Brasil, INDEPENDENTE DO QUE PENSES OU DIGAS! Contra os FATOS da vida, não há argumentos, especialmente esses teus... MAAAAS, como todo mundo tem o direito de ser tão louco quanto queira, apenas te desejo sorte aí, para encontrar no futuro, tantos argentinos "complacentes" com brasileiros traíra de sua PRÓPRIA nação quanto pensas que existem!! Como eles poderiam afinal confiar em ti??? E em última análise, talvez tenha alguém do teu trabalho de merda (já que tudo aqui é uma merda) que leia essas maravilhas de pensamentos e comece a se questionar porquê, afinal, ter um sujeito anarquista e anti-patriota trabalhando pra eles? Enfim, bro... só te digo que, às vezes, o que pensamos ser ruim, pode piorar, e o que achamos que vai ser bom, pode ficar uma MERDA também... O mundo, irmão, é o que fazemos dele... se vês o mundo com otimismo, sempre pode dar certo. Se vês o teu mundo como merda, vais viver numa fossa. Boa sorte aí! ;)" 

Depois dessa, o cara me excluiu do Facebook. Tô sentindo tanta falta... hahahahahahahah ai, ai...

Não gosta do Brasil, bro? FODA-SE!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Só dois dedos de prosa


Daí começou a discussão sobre formação profissional e Mercado de Trabalho. Eu no meu canto. Teoria vai, teoria vem, alguém teve a triste ideia de perguntar o que eu pensava sobre o assunto:

- O Mercado de Trabalho te direciona para a escravidão. Eles te dizem: Seja um escravo e fique feliz por ter a oportunidade de ser explorado! Seja pró-ativo, seja otimista, seja participativo, use a técnica dos 5 "S", dos 4 "P", de tudo que é letra, seja esforçado, chegue cedo, saia tarde, mostre interesse, leve trabalho pra casa, não deixe de ir às festas babacas do seu chefe, tenha uma excelente aparência, seja cortês e educado sempre. Trabalhe muito e ganhe pouco. Abrace a sua escravidão! Aceite! Se você for for um bom escravo, quem sabe um dia você vira feitor (ou gerente, se preferir). Pouquíssimos se tornam Senhores de Engenho.

O que falta ao trabalhador brasileiro, é Dignidade!

E voltei a mergulhar no silêncio...
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Original: Guilherme Castelo


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiros em Columbine - A vida imita a arte, da pior maneira possível...


Como brasileiro, e bem patriota que sou, não posso simplesmente não dizer nada nesta hora. Sinto, profundamente pela perda desses pequenos brasileiros que se foram, de uma forma tão cruel e idiota. Pessoas que poderiam ser qualquer coisa, poderiam seguir qualquer destino. Hoje, nossa nação chora a tragédia que se abateu sobre nós, como nunca antes. Nos a costumamos a ver essas coisas pela TV, direto dos EUA, via satélite. Agora, a dor é nossa.

Sabemos que há uma enorme gama de questões que influenciam no produto final do nosso panorama social, que gera de um lado a nova classe média e de outro, psicopatas. Nesse momento, nem quero realmente falar no assassino. Quero falar é no saldo. As vidas perdidas. As famílias destruídas. Os traumas...

Que país é esse que estamos construindo?

Façamos um minuto de silêncio por esses pequenos, mas para PENSAR em nossa responsabilidade nesse panorama. Seja por nossos votos, seja por omissão, seja por sermos, nós mesmos, os atores da violência, em muitos momentos. E choremos, a perda desses nossos filhos.



O QUE DIZEM AS "AUTORIDADES"

terça-feira, 29 de março de 2011

Adeus, José... Obrigado por tudo.

O médico Raul Cutait afirmou, na tarde desta terça-feira, que o ex-vice presidente José Alencar, de 79 anos, "está se preparando para descansar". A declaração foi dada na porta do Hospital Sírio-Libanês, onde Alencar está internado na na unidade de terapia intensiva (UTI) desde segunda-feira.

- Como vocês viram no boletim, o vice-presidente está na fase... se preparando para descansar - disse Cutait.

(Fragmento retirado do site do Extra: http://extra.globo.com/noticias/brasil/medico-diz-que-jose-alencar-esta-se-preparando-para-descansar-1437553.html)


A notícia que segue, é a mais triste de todas, mas inevitável, infelizmente, para todos nós:

Morreu nesta terça-feira (29), aos 79 anos, o ex-vice-presidente da República, José Alencar, que lutava contra um câncer desde 1997.

(http://noticias.r7.com/brasil/noticias/morre-aos-79-anos-jose-alencar-ex-vice-presidente-da-republica-20110329.html)


Sentimos essa perda, todos nós, brasileiros, que acompanhamos sua luta. Não foi uma luta contra a morte, mas uma luta pela vida. Ele, mais que todos, representou o espírito do brasileiro, que não desiste nunca. Foram 13 anos de uma batalha injusta e inglória, contra um câncer, que já em metástase, vivia migrando por seu corpo.

Nos acostumamos, nos últimos meses, a vê-lo, sair de hospitais, sempre sorrindo, sempre apregoando esperanças. Claro que não era perfeito. Claro que alguém encontrará defeitos e tentará manchar sua imagem. Não importa. O que fica para nós, é o seu exemplo. Como empresários, como vice-presidente e como ser humano.

Hoje, todos choramos sua morte, como filhos que perdem seu maior exemplo. Políticas e polêmicas à parte, sentiremos falta do bom-humor, do carisma e da força desse grande brasileiro, que como Alexandre, o Grande, "saiu da vida, deixando para trás a glória eterna".

"Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra. Se o sujeito é um político honrado, ele não morre nunca. mas se ele não tem honra, ele morre em vida." José Alencar.

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Pois você já pode descansar, velho amigo. Descansar, apenas, porque para nós, você nunca morrerá.

Obrigado, José, por tudo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Internacionalização da Amazônia

ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
(Vale ressaltar que isso ocorreu há alguns anos)
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa.

Só nossa!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

É triste concordar, amigo...


Lendo o post do meu amigo Malanski, começei a divagar, imaginado as cenas que ele tão habilmente descrevia, e de imagem em imagem, vi centenas, milhares de slides, de outra tantas situações como aquelas, que tenho assistido nos jornais, no decorrer dos meus dias. Vi também imagens de outros tipos de crimes, cometidos pelos mesmos personagens (ou um parente qualquer), e de "formação de quadrilha" a "quebra do decoro parlamentar", não consigo ver diferença alguma.

Afinal, pra que serve o CONSELHO DE ÉTICA? Será que ELES SABEM O QUE É ÉTICA?

Um promotor matou um rapaz, na saida de uma boate, há pouco tempo, porque o outro havia xavecado a sua namorada. Uma juíza foi pega num grampo telefônico, negociando com um assassino de aluguel, a morte de um desafeto. E o que dizer de todos esses maníacos miseráveis, que se utilizam do poder pra abusar de crianças, DE TODAS AS FORMAS? Podíamos perguntar pro deputado Seffer, afinal, disso ele entende!

Se isso não fosse o bastante, temos TODOS OS VELHOS PROBLEMAS CLÁSSICOS DO BRASIL, que como sabemos, na sua maioria, tem origem em alguma esfera política.

Sufoquei de raiva. Respirei fundo pra clarear as idéias.

Nesse ponto parei, acendi um cigarro, e resovi passar a bola adiante...

Afinal, o que mais podemos fazer?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte??!

7 de setembro. Comemoramos hoje a Independência do Brasil. O que está errado nessa frase? TUDO! Vejamos:

Comemora-se algo bom, algo de que se quer lembrar, comemora-se o sucesso em algo. Temos o que comemorar?

Independência... Desde quando? Somos até hoje totalmente dependentes, se não de Portugal, de todo o sistema capitalista, chefiado pelos EUA. Tanto que uns poucos loucos que especulem mal no mercado imobiliário deles causa uma crise no mundo todo...

Mas deixemos de ser tão fatalistas. Nos atenhamos à história: Quem "declarou a independência" do Brasil? Dom Pedro, filho do então imperador português, imperador esse que havia fugido para cá por medo de Napoleão e com sérios problemas com a Inglaterra. Com o exército francês se aproximando perigosamente da pátria lusa, a Coroa portuguesa não teve outra escolha a não ser voltar e tentar "marcar presença". Imaginem a pressão que esse imperador devia estar sofrendo dos outros membros da corte, seus patrícios. Mas não podia perder o Brasil, essa colônia maravilhosamente rica, que estava elevendo Portugal à patamares de Riqueza, poder e domínio como nunca antes. Sim porque, foi o ouro, o café, a cana-de-açucar e a borracha brasileira, além do sistema escravocrata utilizado por eles então, que os colocou no papel de maior império "colonizador", da época.

Por outro lado, rebentavam pelo país afora, uma série de insurgências e protestos, brasileiros insatisfeitos que não tinham perspectivas e sabiam-se explorados (peraí, ainda é assim!), que começavam a conspirar contra os desmandos do "Império" e da família Real, que no Brasil, havia tomado as melhores casas para si, os principais recursos, e ainda tinham o descaramento de andar de liteira, cheios de seda, pra cima e pra baixo.

Então pensemos: Se a família Real fosse toda embora, perderia o Brasil. Se ficassem, poderiam perder Portugal! E no meio dessa "dúvida" toda, D. Pedro "resolve" se unir aos insurgentes "contra o pai" e declarar a independência. Mas como assim? Se o próprio Imperador disse: "vai filho, e torna-te o imperador do Brasil. Prefiro que sejas tu, que um desses aventureiros"! Ou seja, foi um truque! Ilusionismo! E até hoje tentam empurrar isso para as nossas crianças. Não houve "independência", o que houve foi um caso descardado de nepotismo! Nem aquela cena bonita que vemos nos livros história foi daquele jeito. O cavalo dele era um "pônei" e nem tinha tanta gente assim às margens do Ipiranga. E de mais a mais, que papo foi esse de "Independência ou morte"? E por acaso Imperador iria ordenar a morte do próprio filho? Teve morte sim, mas dos nossos bisavós...

Resumo da ópera: Não temos o que celebrar (nesse sentido) pois não somos independentes.

Felizmente, o produto final dessa balburdia somos nós, brasileiros legítimos, formados na mistura de todas essas raças e culturas. Nós, os segundos donos da terra (primeiro os índios, hein?). Nós que sangramos nos trocos das fazendas, nós que fugimos para os quilombos, nós que fomos caçados como bicho. Sim, nós, pois essa terra e essa história são nossa herança. Eram nossos ancestrais africanos, indígenas, europeus, que ao se "misturar" criaram esse milkshake genético que somos. E nos orgulhamos muito disso.

Essa, aliás, é uma diferença fundamental entre nós e a maioria dos outros povos do mundo "civilizado". Os europeus, por exemplo, adoram se gabar de sua origem, seu pedigree. Povos como o espanhol e o alemão, fazem todo o possível pra não se "misturar", diluindo assim a "pureza do seu sangue". Muitos deles (franceses e ingleses, por exemplo), tem rivalidades seríssimas e "milenares" entre si. Cada um querendo ser mais "soberano" que o outro. Nós por outro lado, somos plenamente cônscios de nossa origem, e mais cônscios ainda de nossa IDENTIDADE. Ser brasileiro é justametne o oposto do que eles são. Brasileiro é mistura, é miscigenação, é soma. Sabemos que não descendemos de nenhuma raça milenar, e gostamos disso! Brasileiro gosta é de somar, de agregar. Brasileiro gosta é do oposto. Repare: Quantos casais interraciais você conheçe? Negão adora loira, e vice-versa. Só aqui é possível encontrar tantas pessoas de uma mesma nacionalidade com tantas características diferentes. Há brasileiro japa, negão, branquelo, ruivo... tem até malhado! E é exatamente isso que nos enche de orgulho: A diversidade. A nossa existência é um tributo à superação, e à sobrevivência a qualquer custo.

Então, nesse 7 de setembro, vamos comemorar a coisa certa: Celebremos o Brasil e os brasileiros. Celebremos a (pouca, eu sei...) tolerância que nos fez crescer como povo. Celebremos os nossos ancestrais, que batalharam pelo sonho de um país mais justo e livre, e nos ensinaram a não desistir jamais. Celebremos à memória de todos os homens e mulheres que deram suas vidas, através da história para defender nossa liberdade. Celebremos a todos aqueles que morreram (até hoje) tentando nos tornar verdadeiramente independentes. No pensamento. Nas atitudes.

Celebremos mas para não esquecer nossos heróis, os inconfidentes, os cabanos e tantos outros que com seu sangue, escreveram nossa história. Celebremos hoje, porque amanhã, a batalha recomeça...
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Original: Guilherme Castelo

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Inconsciente (confusamente) Coletivo


Voltamos às origens, ao primata, ao ininteligível. É curioso constatar esses fatos agora, em um momento da história em que vivemos a plena efervescência da ciência, da tecnologia e (pasmem!), da comunicação. Como podemos viver tal paradoxo? Até parece que o excesso de informação causou uma confusão mental nas pessoas que ninguém mais se entende; quanto mais conhecemos a sociedade, menos queremos nos associar. De fato, em alguns casos deixamos até de ser sociáveis, uma vez que percebemos que nessa confusão, ninguém sabe em quem confiar. Políticos corruptos, policiais criminosos, cidadãos desonestos. Por outro lado, temos ecologistas assassinados, crianças seqüestradas, jovens espancados, índios queimados, balas perdidas, balas achadas, gente morrendo nas baladas, e a lista não termina.

Parece não haver mais limites para a barbárie. Qualquer motivo simples é o bastante para tirar a vida de alguém. Imagino que nem todos querem matar, mas é a capacidade que tem de infringir danos a outrem sem escrúpulos, arrependimento ou hesitação o que assusta; matar é a conseqüência, muitas vezes não desejada mas nem ao menos cogitada no momento de fúria, ou adrenalina, dependendo do caso. O uso de substâncias psicoativas também tem um papel fundamental no mau julgamento e no senso crítico das pessoas, sobretudo das que cometem crimes, pela própria tensão das situações em que geralmente se envolvem como assaltos, tiroteios, fugas, vinganças... O ciclo se repete; e a violência só aumenta.

Violência... Conhecemos tantas formas de violência que ás vezes, me custa acreditar que ainda haja mais que isso a se fazer com as pessoas. Contudo, minha razão me diz que infelizmente há, que não há limites para a imaginação e para a crueldade humana. Ninguém está seguro, em lugar algum. As grades são para nós, as ruas não.

Lembro de um proeminente corrup...(ops) político do estado do Pará, que ao ser questionado sobre a segurança pública no Estado, saiu-se com essas: “-Não há isso de insegurança pública, como estão dizendo, o que há é apenas uma sensação de insegurança”. Pode? Pode, ele tem carro blindado.

O que não pode é menores criminosos continuarem matando porque a lei os protege. Não pode é nossas crianças sendo raptadas, molestadas, mortas ou aprisionadas por anos em porões escuros. O que não podemos é consolidar o estilo Isabella de morrer. Não podemos é continuar comprando armas em concessionárias, para usar com munição etílica. Não podemos continuar tratando com tanta leviandade a única coisa valiosa que de fato temos, a vida.

E o que podemos fazer? Só a nossa parte, por menor que seja. Uns salvam vidas com remédios, outros com canetas. Alguns com a música te ensinam a sorrir, outros com as palavras que escrevem, te ajudam a pensar.

O país onde moro

Puta merda! A gente se ferrou de novo! Digo a gente do ponto de vista do oprimido, irmão meu, sangue do meu sangue, sangue brasileiro. Todos nós estamos entre os fogos cruzados, de todos os tipos.

“Mas se ergues da justiça a clava forte,

Verás que o filho teu não foge à luta,

Nem teme quem de adora à própria morte.

Terra adorada, entre outras mil és tu Brasil, ó pátria amada,

Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil.”

Bonito, não é? Também me arrepio, sou brasileiro! Mas... Experimente cantar com a barriga doendo, fazendo dupla com a fome. “– Vai procurar trabalho!” precisa de estudos (como? Onde?) e ter saúde, mas desse jeito? Ferrou de vez... Estamos patrocinando especializações, mestrados e doutorados em corrupção, tramóias e afins. E como eles aprendem rápido no planalto central!

Daí os fundos, no fundo, estão à amostra. A saúde vira suruba, e mesmo relaxando, não dá pra gozar. Nós não, pelo menos. O cara morreu, a TV mostrou, todo mundo viu. E aí? A morte deve estar de férias por aqui. Mas pra não perder o costume...

- mãe, to sentindo um zunido no ouvido...

- abaixa aí moleque! Quer encontrar uma bala perdida?

Perdidos estamos nós, as balas é que nos acham. Cadê as criancinhas? Traficadas como bichos, ou menos. É carro-bomba, homem-bomba, e essas bombas só explodem na gente.

“Colapso na saúde”, “crise aérea”, “problemas na agricultura”, “quebra de decoro parlamentar”. Estamos ampliando a língua, criando novos hábitos idiomáticos, fazendo escola, ou melhor, não fazendo escolas! E o povo continua totalmente analfabeto quanto à essa língua, tão atual e recorrente, o safadez!

E todos falam fluentemente: traficantes e senadores, polícia e bandidos, homicida e juíza. Claro, todos aprenderam na mesma escola. Escola essa, aliás, também freqüentada pelos seus filhos, que se reúnem à noite, para espancar empregadas.


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Ps.: Eu sei que todos os fatos citados no texto já são história antiga (como qualquer crime com mais de um mês, no Brail), mas gostei do texto e o achei pertinente na época. A bem da verdade, mesmo agora, é só mudar os exemplos a ainda fará sentido. Infelizmente.

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Texto Original: Guilherme Castelo

Seja um de nossos autores!

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