sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Catch a Fire!!

Daí lendo as notícias de hoje, me deparei com essa do Diário On-line:
FOTO: Wildes Lima

Trabalhadores do transporte alternativo da Região Metropoliana de Belém, revoltados com a quebra do acordo firmado entre a categoria, vereadores e CTBel voltaram a protestar.

Perueiros causaram transtornos hoje, pela manhã (foto: Wildes Lima)

Eles fecharam a avenida Padre Champagnat esquina com avenida Portugal, no Centro Comercial de Belém, e atearam fogo em pneus para bloquear o trânsito próximo ao palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém.

Durante a manifestação, perueiros jogaram bombas dentro da fogueira e causaram pânico nas pessoas que passavam. Em virtude da fumaça, alguns logistas da área tiveram que fechar seus estabelecimentos. Diário Online)

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Outra vez me deparo com notícias de protestos, feitos à base de fogo e fumaça. Tá virando moda, já há algum tempo, aliás. Contudo, não consigo me "acostumar" com essa idéia. Eu mesmo, na condição de "protestador" habitual de quase tudo, não consigo entender completamente a "lógica" por trás desse tipo de ação. Entendo a posição dos perueiros, veja bem, acredito que há MESMO necessidade de uma política pública que os leve a sério, uma vez que o governo não consegue resolver a questão do abastecimento de transporte coletivo (junto às empresas), e os perueiros, por outro lado, ajudam EFETIVAMENTE, na fluência do tráfego de Belém. Quase todos nós, usuários de ônibus, já tomamos uma van, em algum momento. E na maioria das vezes, é justamente porque NÃO TINHA UM ÔNIBUS QUE NOS LEVASSE. Quer dizer, isso é uma questão muito mais social que política. E econônica também, é claro. Afinal, SOMOS NÓS quem pagamos, tanto a passagem do ônibus, quanto do perueiro (que geralmente é ligeiramente mais cara). Pagamos até O SALÁRIO DOS POLÍTICOS QUE NADA FAZEM PARA RESOLVER A QUESTÃO!

Aí eles se reunem na câmara, fazem uma balbúrdia, promovem um quebra-quebra generalizado, e não importa quanto espetáculo deem, NADA SE RESOLVE.

Saem todos os "interessados" mais perdidos do que antes. O prefeito desapareçe nessas horas. E no dia seguinte, a fila no meu ponto de ônibus tá igualzinha. Ou pior.

É por isso que, cansados de tentar acordo enquanto são marginalizados, os perueiros resolvem se unir, para protestar, para reinvindicar seus direitos como cidadãos, e contribuintes, e no auge dessa idéia justa, eles resolvem... Queimar pneus? Fala sério pessoal, vocês podem fazer melhor. Não percebem que agindo assim só prejudicam à NÓS, os passageiros, seus clientes, QUE NÃO TEMOS CULPA NENHUMA? Não veem que assim você nos paralisam, o que inviabiliza uma série enorme de atividades ao redor da cidade, atividades como: as frutas e verduras que vocês querem comer, vindas da Ceasa, a cervejinha que bebem, que fica paralizada no trânsito e não pode ir pro freezer, além de questões mais sérias como o acesso que fica inutilizado para ambulâncias, grupamentos dos bombeiros, e todo o tipo de ajuda que outras pessoas possam estar necessitando naquele momento.

Quer outra? Vocês mesmos, que são trabalhadores, pessoas das quais outras pessoas dependem, expõe-se a riscos desnecessários, manipulando fogo e gasolina (enquanto deveriam estar trabalhando para levar o leite do Joãozinho, pra casa à noite), expondo-se às represálias da polícia, enfim... Mas uma das questões que julgo mais importantes (em função de seu potencial danoso), é a fumaça. Quantos quilos de fumaça negra, puro derivado de petróleo, carbono puro, são despejado na atmosfera à cada "protesto" desses? Todo mundo tá queimando pneus! Se pensarmos bem, será que os motoristas em geral já não poluem DEMAIS a atmosfera só com seus escapamentos? Ainda precisa de mais?

Imagino que se algum deles lesse isso diria: "então tá, sabidão, e qual é a solução?". Socraticamente, digo-lhes que não sei. Seria esperar demais de uma pessoa apenas, uma vez que vocês todos já estão há um tempão nisso e não resolvem. Posso apenas, opinar:

--> Reunam-se como um grupo coeso. Acertem suas diferenças internas antes de sair protestando. Nem vocês sabem ao certo o que querem. Já ouvi todo o tipo de "eu quero é", de vários perueiros.

--> Tentem utilizar os trâmites. Sim, como entidade (realmente) organizada, tentem buscar JURIDICAMENTE, apoio aos seus interesses.

--> Vão a todos os meios de comunicação falar, repercutir, insistir, denunciar, enfim, fazer todo o barulho possível

--> E finalmente, se nada disso resolver, façam o piquete. Mas o façam no lugar certo!! Façam na frente da casa do prefeito, do secretário de transportes, enfim, de quem tem OBRIGAÇÃO de lhes ouvir e resolver o problemas. Mas SEM FOGUEIRAS! Notem que quando vocês fecham avenidas e ruas, não é a ELES que vocês prejudicam. Eles podem sair tranquilamente de suas casas, e circular por onde quiserem com seus carros blindados. Somos nós que ficamos fritando no engarrafamento. Pergunto: É justo?

Então é isso gente. Meu protesto sobre o protesto. E dou só mais um último parecer: Se tudo o mais falhar, crie um blog, siga protestando e denuncie todo mundo!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ascensão e Queda dos Piqueteiros Virtuais

Tarde da noite, ainda nem madrugada, ele murmurava para as estrelas. Numa rua escura por onde ninguém passava, entre o muro alto e o rio, ele declamava para os cagalhões descendo pela corrente fraca e para sacos de lixo que flutuavam pelas calçadas.

O outro surgiu sem ser percebido na rua escura. Vinha manso, mas poderia ter se aproximado a bordo de um tanque e também não seria notado, pois era grande a distração dele.

Repetiu em voz alta as palavras que ele havia murmurado, ou também estava falando sozinho pela noite adentro? Por certo falavam parecido. Ele perguntou seu nome e o outro disse. Muitas outras frases e pensamentos foram trocadas. Dentre elas, algumas definitivamente irrelevantes para qualquer outra pessoa que não estivesse naquela sintonia especial.

A noite se desenrolava e as idéias também, quando concluíram que poderiam muito bem seguir juntos, falando sozinhos pela escuridão. Mas concederam também que não era de suas naturezas concordar com alguém, muito menos pensar com a cabeça de quem quer que seja, muito menos o Papa. De novo imaginaram que deveriam ter um... Objetivo! que os congregasse numa missão importante.

"Morte certa? Nenhuma possibilidade de sucesso? O que estamos esperando?" (Gimli, em Senhor dos Anéis)

Ele jogou uma idéia antiga, de fazer um dicionário de palavras corrompidas, revelando o sentido ideológico de expressões utilizadas pela retórica atual em todas as atividades modernas, algo assim. Ambos julgaram tarefa estafante. Um e outro sugeriu seguir assim, só falando sozinhos. Logo adiante, o outro disse que se estavam reunidos na rua, deviam combinar pelo menos ir beber uns gorós ou mesmo um café.

Insustentáveis, concluíram de novo que deviam fazer alguma coisa, além de falar sozinhos. Afinal, eram dois caras que se achavam diferentes e meio loucos, que diziam coisas que as outras pessoas poderiam gostar e isso de falar sozinhos pela noite era uma coisa esquisita, mesmo para os seus padrões distorcidos.

"Quem investe contra moinhos de vento, na cabeça os tem." (Sancho Pança, em Dom Quixote)

Aí tiveram a idéia do que fazer. De primeiro veio o título: Piquete Virtual.

Era assim: usariam suas vozes na noite para mandar mensagens a todos esses sujeitos que só fazem cagada em seus postos de poder. Mandariam e.mails aos políticos, deixariam Comentários nos sites e blogs de todos os formadores de opinião, jornalistas, corporações, juízes e delegados. Fariam isso aos milhões, agregando as pessoas dos blogs, do orkut, do twitter e do diabo a quatro. E cada mensagem começaria assim: Esta é Uma Ação de Piquete Virtual, Nossa ação pretende (descrever o motivo do protesto).

Encheríamos caixas de mensagens e Comentários com mensagens, num verdadeiro Piquete Virtual, fazendo o alvo tomar juízo, desistir de levar a propina, impedir a Lei absurda, prover de saneamento básico e tudo mais. Cara, podíamos mudar o mundo confortavelmente de dentro de nossas casas, sem levar bordoada de PM, sem engasgar com gás lacrimogênio e sem ficar rouco de gritar. É só mobilizar a moçada! Seríamos seguidos como salvadores, nossos blogs iam bombar!

A idéia percorreu os dois como uma descarga elétrica. Sentiam como se seus planos já pudessem ser ouvidos, como se fossem portadores de uma praga do bem que se alastraria pelo universo, dando finalmente um objetivo a todos esses blogueiros que vicejam silenciosos e que só esperam um líder para seguir até os confins do inferno.

Assim, separaram-se na noite cuja quietude era uma ofensa à retumbância de seus pensamentos.

Afinal, quem tinha tanto tempo para tudo isso? Usar aquele sistema de mandar um monte de e.mail para um monte de gente, era um mistério. Convencer tuiteiros a fazer alguma coisa séria é tarefa impensável. Aquele povo todo do orkut só pensa em mandar abobrinhas e budipokes uns para os outros. E da onde entra a grana? Tinham que seguir zumbizando no trabalho para entrar algum, sempre da mão prá boca sem sobrar nenhum.

Que se futriquem os políticos e todo o resto, pois o mundo segue inexorável para o abismo e não vou ser eu quem vai se meter na frente e ser atropelado.


É triste concordar, amigo...


Lendo o post do meu amigo Malanski, começei a divagar, imaginado as cenas que ele tão habilmente descrevia, e de imagem em imagem, vi centenas, milhares de slides, de outra tantas situações como aquelas, que tenho assistido nos jornais, no decorrer dos meus dias. Vi também imagens de outros tipos de crimes, cometidos pelos mesmos personagens (ou um parente qualquer), e de "formação de quadrilha" a "quebra do decoro parlamentar", não consigo ver diferença alguma.

Afinal, pra que serve o CONSELHO DE ÉTICA? Será que ELES SABEM O QUE É ÉTICA?

Um promotor matou um rapaz, na saida de uma boate, há pouco tempo, porque o outro havia xavecado a sua namorada. Uma juíza foi pega num grampo telefônico, negociando com um assassino de aluguel, a morte de um desafeto. E o que dizer de todos esses maníacos miseráveis, que se utilizam do poder pra abusar de crianças, DE TODAS AS FORMAS? Podíamos perguntar pro deputado Seffer, afinal, disso ele entende!

Se isso não fosse o bastante, temos TODOS OS VELHOS PROBLEMAS CLÁSSICOS DO BRASIL, que como sabemos, na sua maioria, tem origem em alguma esfera política.

Sufoquei de raiva. Respirei fundo pra clarear as idéias.

Nesse ponto parei, acendi um cigarro, e resovi passar a bola adiante...

Afinal, o que mais podemos fazer?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte??!

7 de setembro. Comemoramos hoje a Independência do Brasil. O que está errado nessa frase? TUDO! Vejamos:

Comemora-se algo bom, algo de que se quer lembrar, comemora-se o sucesso em algo. Temos o que comemorar?

Independência... Desde quando? Somos até hoje totalmente dependentes, se não de Portugal, de todo o sistema capitalista, chefiado pelos EUA. Tanto que uns poucos loucos que especulem mal no mercado imobiliário deles causa uma crise no mundo todo...

Mas deixemos de ser tão fatalistas. Nos atenhamos à história: Quem "declarou a independência" do Brasil? Dom Pedro, filho do então imperador português, imperador esse que havia fugido para cá por medo de Napoleão e com sérios problemas com a Inglaterra. Com o exército francês se aproximando perigosamente da pátria lusa, a Coroa portuguesa não teve outra escolha a não ser voltar e tentar "marcar presença". Imaginem a pressão que esse imperador devia estar sofrendo dos outros membros da corte, seus patrícios. Mas não podia perder o Brasil, essa colônia maravilhosamente rica, que estava elevendo Portugal à patamares de Riqueza, poder e domínio como nunca antes. Sim porque, foi o ouro, o café, a cana-de-açucar e a borracha brasileira, além do sistema escravocrata utilizado por eles então, que os colocou no papel de maior império "colonizador", da época.

Por outro lado, rebentavam pelo país afora, uma série de insurgências e protestos, brasileiros insatisfeitos que não tinham perspectivas e sabiam-se explorados (peraí, ainda é assim!), que começavam a conspirar contra os desmandos do "Império" e da família Real, que no Brasil, havia tomado as melhores casas para si, os principais recursos, e ainda tinham o descaramento de andar de liteira, cheios de seda, pra cima e pra baixo.

Então pensemos: Se a família Real fosse toda embora, perderia o Brasil. Se ficassem, poderiam perder Portugal! E no meio dessa "dúvida" toda, D. Pedro "resolve" se unir aos insurgentes "contra o pai" e declarar a independência. Mas como assim? Se o próprio Imperador disse: "vai filho, e torna-te o imperador do Brasil. Prefiro que sejas tu, que um desses aventureiros"! Ou seja, foi um truque! Ilusionismo! E até hoje tentam empurrar isso para as nossas crianças. Não houve "independência", o que houve foi um caso descardado de nepotismo! Nem aquela cena bonita que vemos nos livros história foi daquele jeito. O cavalo dele era um "pônei" e nem tinha tanta gente assim às margens do Ipiranga. E de mais a mais, que papo foi esse de "Independência ou morte"? E por acaso Imperador iria ordenar a morte do próprio filho? Teve morte sim, mas dos nossos bisavós...

Resumo da ópera: Não temos o que celebrar (nesse sentido) pois não somos independentes.

Felizmente, o produto final dessa balburdia somos nós, brasileiros legítimos, formados na mistura de todas essas raças e culturas. Nós, os segundos donos da terra (primeiro os índios, hein?). Nós que sangramos nos trocos das fazendas, nós que fugimos para os quilombos, nós que fomos caçados como bicho. Sim, nós, pois essa terra e essa história são nossa herança. Eram nossos ancestrais africanos, indígenas, europeus, que ao se "misturar" criaram esse milkshake genético que somos. E nos orgulhamos muito disso.

Essa, aliás, é uma diferença fundamental entre nós e a maioria dos outros povos do mundo "civilizado". Os europeus, por exemplo, adoram se gabar de sua origem, seu pedigree. Povos como o espanhol e o alemão, fazem todo o possível pra não se "misturar", diluindo assim a "pureza do seu sangue". Muitos deles (franceses e ingleses, por exemplo), tem rivalidades seríssimas e "milenares" entre si. Cada um querendo ser mais "soberano" que o outro. Nós por outro lado, somos plenamente cônscios de nossa origem, e mais cônscios ainda de nossa IDENTIDADE. Ser brasileiro é justametne o oposto do que eles são. Brasileiro é mistura, é miscigenação, é soma. Sabemos que não descendemos de nenhuma raça milenar, e gostamos disso! Brasileiro gosta é de somar, de agregar. Brasileiro gosta é do oposto. Repare: Quantos casais interraciais você conheçe? Negão adora loira, e vice-versa. Só aqui é possível encontrar tantas pessoas de uma mesma nacionalidade com tantas características diferentes. Há brasileiro japa, negão, branquelo, ruivo... tem até malhado! E é exatamente isso que nos enche de orgulho: A diversidade. A nossa existência é um tributo à superação, e à sobrevivência a qualquer custo.

Então, nesse 7 de setembro, vamos comemorar a coisa certa: Celebremos o Brasil e os brasileiros. Celebremos a (pouca, eu sei...) tolerância que nos fez crescer como povo. Celebremos os nossos ancestrais, que batalharam pelo sonho de um país mais justo e livre, e nos ensinaram a não desistir jamais. Celebremos à memória de todos os homens e mulheres que deram suas vidas, através da história para defender nossa liberdade. Celebremos a todos aqueles que morreram (até hoje) tentando nos tornar verdadeiramente independentes. No pensamento. Nas atitudes.

Celebremos mas para não esquecer nossos heróis, os inconfidentes, os cabanos e tantos outros que com seu sangue, escreveram nossa história. Celebremos hoje, porque amanhã, a batalha recomeça...
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Original: Guilherme Castelo

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Feliz Aniversário, Velho Amigo





Desde pequeno, me acostumei com você,
nem sabia andar, mas já vinha te ver.
Manhã de domingo, já tinha o que fazer,
perturbar pai e mãe, pra alguém me trazer.

Coisa mais linda do mundo,
Quando vi o peixe-boi na minha frente.
As ararinhas no fundo,
e os macaquinhos mexendo com a gente.

Já faz muito tempo,
mas não posso esquecer,
aquele dia de outubro,
em que conheci o poraquê.

Resististe tantos anos,
te tornaste secular.
Mesmo com perdas e danos,
continuas a me inspirar.

Te desejo longa vida,
espero mesmo que te salves.
Orgulho da minha Belém querida,
VIVA O BOSQUE RODRIGUES ALVES!

Imagens garimpadas em vários sites de imagens via Google.
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Original: Guilherme Castelo
Alusivo ao aniversário de 126 anos do Bosqu Rodrigues Alves.
Última nota: A desconstrução rítmica é INTENCIONAL!

domingo, 30 de agosto de 2009

Metades



Toda Mulher inteira
É feita de duas metades.
Enquanto uma Mente,
A outra diz a Verdade.
.
Se uma metade gosta,
A outra não quer saber.
Metade está disposta,
Outra quer esquecer.
.
Se um pedaço é Anjo
a nos enternecer,
o outro lado é o Demo
A nos enlouquecer.
.
Mulher prá ficar inteira
Tira pedaços de um Homem.
Como foi feita a Primeira,
Até hoje nos consomem.
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Creio que o texto seja de Pedro Malanski.

O retirei do site:

http://
blig.ig.com.br/pedromalanski/page/2/

O que desejo



O que escrevo, o que digo, o que eu vejo,
Digo,
Porque desejo.

Aquele cheiro, aquele abraço, aquele beijo,
Beijo,
Porque desejo.

De tudo um pouco, por muito pouco, só mais um pouco,
Louco,
Porque desejo.

E o que desejo, só tenho um pouco, te chamo rouco,
Anjo,
Porque desejo.

Se não entendes, tudo o que digo, não é contigo,
Segue,
Porque desejo.

Desejo mesmo, poder ser livre,
de alma livre,
Amar,
Porque desejo.

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Original: Guilherme Castelo

E a chuva Cai...




A chuva cai no chão,
Pão.

A chuva cai na calçada,
Furada.

A chuva cai nas ruas,
Nuas.

A chuva cai à tarde,
Invade.

A chuva cai, não cai
Se vai.

A chuva cai tão bem,
Em Belém.
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Original: Guilherme Castelo

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Inconsciente (confusamente) Coletivo


Voltamos às origens, ao primata, ao ininteligível. É curioso constatar esses fatos agora, em um momento da história em que vivemos a plena efervescência da ciência, da tecnologia e (pasmem!), da comunicação. Como podemos viver tal paradoxo? Até parece que o excesso de informação causou uma confusão mental nas pessoas que ninguém mais se entende; quanto mais conhecemos a sociedade, menos queremos nos associar. De fato, em alguns casos deixamos até de ser sociáveis, uma vez que percebemos que nessa confusão, ninguém sabe em quem confiar. Políticos corruptos, policiais criminosos, cidadãos desonestos. Por outro lado, temos ecologistas assassinados, crianças seqüestradas, jovens espancados, índios queimados, balas perdidas, balas achadas, gente morrendo nas baladas, e a lista não termina.

Parece não haver mais limites para a barbárie. Qualquer motivo simples é o bastante para tirar a vida de alguém. Imagino que nem todos querem matar, mas é a capacidade que tem de infringir danos a outrem sem escrúpulos, arrependimento ou hesitação o que assusta; matar é a conseqüência, muitas vezes não desejada mas nem ao menos cogitada no momento de fúria, ou adrenalina, dependendo do caso. O uso de substâncias psicoativas também tem um papel fundamental no mau julgamento e no senso crítico das pessoas, sobretudo das que cometem crimes, pela própria tensão das situações em que geralmente se envolvem como assaltos, tiroteios, fugas, vinganças... O ciclo se repete; e a violência só aumenta.

Violência... Conhecemos tantas formas de violência que ás vezes, me custa acreditar que ainda haja mais que isso a se fazer com as pessoas. Contudo, minha razão me diz que infelizmente há, que não há limites para a imaginação e para a crueldade humana. Ninguém está seguro, em lugar algum. As grades são para nós, as ruas não.

Lembro de um proeminente corrup...(ops) político do estado do Pará, que ao ser questionado sobre a segurança pública no Estado, saiu-se com essas: “-Não há isso de insegurança pública, como estão dizendo, o que há é apenas uma sensação de insegurança”. Pode? Pode, ele tem carro blindado.

O que não pode é menores criminosos continuarem matando porque a lei os protege. Não pode é nossas crianças sendo raptadas, molestadas, mortas ou aprisionadas por anos em porões escuros. O que não podemos é consolidar o estilo Isabella de morrer. Não podemos é continuar comprando armas em concessionárias, para usar com munição etílica. Não podemos continuar tratando com tanta leviandade a única coisa valiosa que de fato temos, a vida.

E o que podemos fazer? Só a nossa parte, por menor que seja. Uns salvam vidas com remédios, outros com canetas. Alguns com a música te ensinam a sorrir, outros com as palavras que escrevem, te ajudam a pensar.

Sozinho no escuro (alone in the dark)

O que de fato significa estar só? Às vezes, estamos imersos na multidão e nos sentimos sós. Às vezes, trancados no silêncio do quarto, madrugada a fora, estamos mais acompanhados do que nunca. O coração não está só. A mente se acalma; ela sabe, e é o bastante.

Quantas vezes recebemos condolências de quem não se importa, apoio de quem de fato só nos que mal, sorrisos que querem nos devorar, aos pedaços. Quimeras e falácias. E pra nós, solidão.

Todos querem estar com alguém; poucos entendem o que isso significa. “Estar” além do físico, do presencial. Estar dentro de alguém é habitar mesmo, outra vida. É povoar pensamentos, é invadir os sonhos. Estar é mais que um verbo auxiliar, é um estado de espírito. É algo que não se força, se sente. Não se cobra, se espera.

O que dói mesmo é perceber que tantas pessoas tão importantes pra nós têm consciência de que o são, e ainda assim, não estão.

O país onde moro

Puta merda! A gente se ferrou de novo! Digo a gente do ponto de vista do oprimido, irmão meu, sangue do meu sangue, sangue brasileiro. Todos nós estamos entre os fogos cruzados, de todos os tipos.

“Mas se ergues da justiça a clava forte,

Verás que o filho teu não foge à luta,

Nem teme quem de adora à própria morte.

Terra adorada, entre outras mil és tu Brasil, ó pátria amada,

Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil.”

Bonito, não é? Também me arrepio, sou brasileiro! Mas... Experimente cantar com a barriga doendo, fazendo dupla com a fome. “– Vai procurar trabalho!” precisa de estudos (como? Onde?) e ter saúde, mas desse jeito? Ferrou de vez... Estamos patrocinando especializações, mestrados e doutorados em corrupção, tramóias e afins. E como eles aprendem rápido no planalto central!

Daí os fundos, no fundo, estão à amostra. A saúde vira suruba, e mesmo relaxando, não dá pra gozar. Nós não, pelo menos. O cara morreu, a TV mostrou, todo mundo viu. E aí? A morte deve estar de férias por aqui. Mas pra não perder o costume...

- mãe, to sentindo um zunido no ouvido...

- abaixa aí moleque! Quer encontrar uma bala perdida?

Perdidos estamos nós, as balas é que nos acham. Cadê as criancinhas? Traficadas como bichos, ou menos. É carro-bomba, homem-bomba, e essas bombas só explodem na gente.

“Colapso na saúde”, “crise aérea”, “problemas na agricultura”, “quebra de decoro parlamentar”. Estamos ampliando a língua, criando novos hábitos idiomáticos, fazendo escola, ou melhor, não fazendo escolas! E o povo continua totalmente analfabeto quanto à essa língua, tão atual e recorrente, o safadez!

E todos falam fluentemente: traficantes e senadores, polícia e bandidos, homicida e juíza. Claro, todos aprenderam na mesma escola. Escola essa, aliás, também freqüentada pelos seus filhos, que se reúnem à noite, para espancar empregadas.


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Ps.: Eu sei que todos os fatos citados no texto já são história antiga (como qualquer crime com mais de um mês, no Brail), mas gostei do texto e o achei pertinente na época. A bem da verdade, mesmo agora, é só mudar os exemplos a ainda fará sentido. Infelizmente.

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Texto Original: Guilherme Castelo

sábado, 22 de agosto de 2009

Das Verdades Religiosas Absolutas




Porque será que todo "crente" tem "certeza absoluta" sobre tudo o que diz? Acho incrível eles aceitarem tão plácidamente que a idéia de um deus que fez tudo e está em tudo é suficiente pra explicar todos os segredos do universo.Como é possível que tantos "detentores da verdade" detenham tantas "verdades" diferentes??? A ciência, por outro lado, busca não a "verdade", mas respostas. Satisfatórias. PROVÁVEIS.

Sabe o que eu acho interessante? Quase todos esses supostos “detentores da verdade universal”, que explicam tudo apenas com a simplória (e insuficiente) visão de um deus em TUDO, dificilmente citam suas “fontes”. Dizem: “um professor famoso”(?), “como diria o filósofo”, e esse tipo de coisa. Nada pessoal, mas essas pessoas, aparentemente, não tem NENHUMA noção do que seja MÉTODO CIENTÍFICO. É preciso provar o que se diz, amigo. Se você cita alguém, CATALOGA a citação. Se afirma alguma coisa, tem que estar preparado para ser provado e contestado.

A teoria da evolução, se chama “teoria” unicamente para que a ciência não pareça mais uma “verdade universal”. Tudo que afirmamos, provamos. Todos os passos da Evolução podem ser verificados e provados, assim como a idade da Terra, a origem da vida gestacional, e todos os outros “mistérios” que os “religiosos” costumam explicar apenas como “milagres” ou “obra de deus”. O cientista, é antes de mais nada, um incansável inconformado. Sempre há mais para saber. Jamais aceita que algo “é assim por que é”.

Somos pessoas que dedicamos nossas vidas a procurar respostas VERDADEIRAS, prováveis, palpáveis.

É muito fácil dizer que um suposto deus nos criou, sem ter que se preocupar em provar quando, como nem onde. Até a própria origem do suposto deus é enevoada, (e indiscutível para eles). É incrível como tais pessoas usam arreios voluntariamente. Parecem não perceber que algo tão importante como a origem do seu deus devia ser algo amplamente discutido entre eles, e não ser proibida por seus dogmas, sob a pena de considerado “blasfêmia”. Vivem cegos, repetindo o que seus pastores lhes dizem! Pensam, com pensamentos alheios.

Pois eu lhes digo: Questionem!!

Questionem seu deus, seus pastores, seus dogmas. Desafiem o conhecimento pré-estabelecido, e vocês verão do que de fato suas religiões são feitas. Não tenham medo de pensar, porque lhe disseram que é pecado. O que é um pecado é você já utilizar apenas 5% do seu cérebro e ainda ter medo de fazê-lo. Pecado é viver essa vida, que é tão curta, sem sentir a emoção de PENSAR COM SUA PRÓPRIA CABEÇA. Pecado é aceitar todos os contos de fadas, anjos e demônios que te contam, sem se questionar.

E finalmente, se após pensar CRITICAMENTE sobre essas coisas (e todas suas outras dúvidas, porque não?), após pesquisar a fundo e com afinco, em várias fontes, após PROVAR suas teses (como nós, cientistas, fazemos), com a mente aberta (e aceitando que suas crenças PODEM ruir), você preferir continuar com sua fé nas mesmas coisas de antes, ao menos terá uma visão MUITO mais ampla do mundo e da vida. Para PROVAR que cientistas pesquisam, cito sua própria bíblia: "Provai de tudo e retei o que é bom". Esse "provai" tem o sentido de experimentar, buscar conhecer, testar, por à prova. Então, faça isso! Ponha suas convicções à prova. Alguns dirão aqui: "Não preciso provar nada, eu sei que foi deus que fez tudo". Mas eu lhes pergunto: supondo que seu deus nos tivesse criado, uma máquina perfeita como somos, porque nos impediria de pensar acerca de algo? Porque nos negaria alguma resposta?

E afinal, que mal te faria pensar mais um pouco?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Essas coisas...



Coisas chatas, cotidianas
Porquê não me esquecem por uma semana?
Coisas feias que eu vejo,
Fedem, que nem percevejo.

Coisas sempre tão complicadas,
quase sempre levam a nada.
Porquê tanto falatório?
Isso só pode ser compulsório...

Falta clareza e objetividade
Falta calor, falta verdade.
Devemos partir de um ponto fixo,
SÓ NÃO PRECISA SER TÃO PROLIXO!

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Original: Guilherme Castelo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Round two: Fight!

Então é isso. Começou a guerra declarada. Chega de ameaças veladas, de denúncias sutis e tramóias de bastidores. Agora é guerra mesmo, suja, dura cruel. Agora é dedo no olho, tapa na cara, pé na bunda. Vale tudo. E isso tudo, não vale nada. Chega uma hora em todas as guerras em que é preciso arriscar tudo, para tentar vencer. É perciso ser arrojado para ousar. Mas, acima de tudo é preciso saber a hora de parar! Parar de atacar, parar de se mover, parar de respirar, até. Muitas guerras são perdidas por excesso de ataque. No ímpeto de massacrar, alguns expõe seus próprios pontos fracos. Lembram do Aquiles? Pois é, era só um pontinho fraco... Acredito que estejamos presenciando exatamente uma situação assim. Duas super potências digladiando-se abertamente, sedentas de sangue. Cada uma exibe suas armas e estratégias, cada um usa seu poder de fogo. E ninguém se importa com quem está no meio desse fogo cruzado. Nós no caso.
Ontem caiu uma bomba bem aqui na minha sala: Uma parte do império de uma delas, não é nem mesmo dela. Foi "incorporado", na época da ditadura! Claro que houve contra-ataque: revelou-se que o líder da outra usa indevidamente o dinheiro de seus correligionários para lucros pessoais e compra de aviões. E eles continuaram se agredindo. Aliás, faz uma semana, mais ou menos, que eles não param de se agredir. Claro que tem um lado bom. Toda a guerra tem um lado bom, a despeito do horror que causa. É essa porfia entere os contentores que faz os equipamentos, as máquinas, enfim o mundo evoluir. Em nossa guerra particular não será diferente. O problema é todo o lixo e sangue deixado pra trás. Os seres que vem do mar, Marinhos, portanto, não admitem perder o poder, já conquistado e consolidado há muitos anos. É compreensível. O poder é mesmo tentador. E por poder, entendamos dinheiro. Quando nos acostumamos a governar o mundo que é regido pelo dinheiro, é amsolutamente insuportável a idéia de perdê-lo. Claro que a essa altura, você já percebeu que a guerra da qual estou falando não é bélica ou armamentista no sentido tradicional. Estou falando de uma guerra que está acontecendo dentro de nossas TV´S e em nossos tribunais. Alguns tribunais, note-se. Porque alguns não tem coragem de se envolver nesse "furada". A "toda-poderosa" Rede Globo, finalmente sentiu um abalo. Após todos esses anos de monopólio, de controle da censura (é, pq só o que a Globo dizia e fazia era o certo!), alguém se ergueu para desafiá-la. Quer dizer, não se ergueu, foi erguido, pois quem começou foi a própria Globo.

Acontece que eles estavam acostumados a mandar e desmandar no Brasil, nos políticos, nos esporte, Criando tendências, mudando o horário do Campeonato Brasileiro, só pra não tem que diminuir a novela nas quartas à noite, estavam acostumados a mandar na CBF, detendo assim direitos de exclusividade na transmissão de jogos da Seleção, e claro, estavam mais que acostumados a Conceder (ou Não) o direito às outras emissoras para RE-TRANSMITIR seu sinal, quando em eventos importantes, uma vez que eram sempre eles que tinham preferência e exclusividade.

Bom, os tempos mudaram. As próximas Olimpíadas, por exemplo, foram "arrancadas de suas mãos" por um adversário que chegou meio despretencioso, meio se fingindo de morto, mas quando deu o bote, foi certeiro: A rede Record emplacou logo além do seu canal norma (que já ta muito bom), a Record News, emissora 100% notícias, 24 horas e o melhor "de grátis!" O que nos leva à pergunta: e a Globo News, porque é "canal fechado"? E a resposta: Porque a Globo é elitista pra cacete!! Não notaram? (mentira!!) É só assistir ao JN com atenção, por exemplo, que você nota. O que é mais importante pra VOCÊ: o preço da cesta básica ou o índice de flutuação semestral da Nasdaq? A taxa de amortização dos grandes investimetos no mercado de futuros ou Quanto de juros estão embutidos no pãozinho francês que é só o que você (a maioria de nós!) tem grana pra comprar de manhã? As novelas se empenham o máximo pra mostrar o mundo glamouroso que cerca os ricos, sem se importar com a distância que isso impõe aos mais pobres. Não é que a novela só deva mostrar desgraça e pobreza, mas fala sério, quantos RAJI você conhece? Quando foi a sua última viagem à Ìndia? É uma hora e tanto, todo dia, mostrando ao povo uma riqueza, um luxo, que eles jamais poderão ter. Chega a ser vergonhosa essa forma de tripudiar sobre nossa miséria. Milhões gastos para nos fazer perceber que jamais teremos um "milhinho" sequer.

Nessa contrapartida, vem a Record, mostrando as favelas, a vida dura nas comunidades, a exploração, a corrupção, tudo no mesmo horário nobre, em uma novela que fala uma língua muito mais popular. Todos nós sabemos o que é o tráfico, a corrupção da polícia, dos políticos, das igrejas. Nós, os verdadeiros brasileiros, sabemos o que é a fome, e O QUANTO ELA DÓI. Vem a Record, com seriados interessantes, intrigantes, que nos prendem. Com filmes recém lançados, com talk-shows e reallity-shows muito mais inteligentes (Ah, fala sério, é muito mais interessante e estimulante ficar em uma fazenda, com OBRIGAÇÕES diárias, para com os bichos e o próprio funcionamento da fazenda, que ficar três meses trancados em uma casa, sem NADA DE ÚTIL pra fazer, além de arrumar confusão e pagar mico!). Além é claro, dos jogos da UEFA champions league, que nós sabemos, tem os melhores jogadores de futebol do planeta, disputando um dos torneios mais importantes do mundo. Tá bom, a Globo tem o Brasileirão. Mas... Você já VIU o Barça jogando, o Milan, O Liverpool? Pois é... Se não foi à cabo, foi na Record!!

Só pra deixar claro: Não estou "levantando bandeira" pra emissora alguma. Estou apenas expondo os fatos, tal qual eles são. Claro que não concordo com a safadeza que é pegar o dízimo dos fiéis e comprar avião pra pastores, comprar carros de luxo pras suas esposas, OU EMISSORAS DE TELEVISÃO. O que eles alegam é que é pra "fazer a obra de deus", mas quem vê os milhões de reais oriundos dos comerciais veiculados, não é esse suposto deus, é o pastor. E ele investe pesado. Só no templo de Manhattan ele gastou perto de 5 milhões de dólares!! Claro, que não há como fiscalizar o transporte desse dinheiro e bens da igreja através das fronteiras (o que constitui o crime de evasão de divisas), uma vez que os "pastores" vão alegar tratar-se dos bens da igreja, e que a despeitos de terem vários templos, ela é uma só. Claro QUE DISCORDO VEEMENTEMENTE do fato de elas (as igrejas) serem um dos únicos tipos (senão o único) de negócio 100% livre de impostos! (O próprio cristo deles não disse pra dar o que era de César?). Mas como se pode perceber, no lado da Record a discussão fica mais quente, pois não mexe só com as preferências televisivas das pessoas, também tem a ver com a fé que dizem sentir, não só na "instituição Universal", como na pessoa de seus pastores, que como nós vimos. recebem ordem de executar a doutrina do "ou dá, ou desce", do próprio Edir Macedo. É como ele mesmo disse: "Se um não der, tem 10, 100 que vão dar!"
De qualquer forma, não é o objetivo desse simpório artigo dissertar sobre os valores e contra-valores da igreja, tenha ela o nome que tiver. Antes, é meu objetivo colocar essa guerra da mídia mais em evidência ainda, só que dessa vez por aqueles que são de fato os maiores interessados no seu resultado. Quantas baixarias ainda teremos de ouvir (e assistir!) antes deles perceberem que o fato da Record estar crescendo é, na verdade, POSITIVO para o Brasil? Não sou eu quem diz, é Marx. É a lei da oferta e da procura. Se tem alguém ameaçando a tua fatia de mercado, o ideal é que você MELHORE seus serviços e ofertas para conquistar o público. Ou seja, fazer um esforço de evoluir, de melhorar, para não ficar pra trás. Só que dessa vez, a Poderosa Globo, se viu de calças curtas. Demorou muito pra reagir. Quando quis o "inimigo", já tinha Newsrooms espalhadas pelo país inteiro. Já havia cedido a Record News, na faixa pra todo mundo, já tinha criado o programa "Hoje em Dia", o que acabou com as manhãs da Globo.

Agora eles tentam reagir. Desnorteados, pois nunca haviam estado em tal situação. Nunca tiveram que "correr atrás do prejuízo". Muito pelo contrário, sempre impuseram isso aos outros. Se acostumaram a ser os primeiros em tudo, e agora estão desesperados com essa ameaça real.

Nesse sentido eu achei bom. É como eu digo, Um dia a caça vence!

E então Plin, plin, como é ser a segunda?



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Cobradora Boxer X Ladrão Azarado

Foto: Antônio Melo

É gente, é como eu sempre digo, "um dia é da caça o outro do caçador". Essa matéria eu retirei na íntegra do site do Diário do Pará, edição do dia 13 de agosto de 2009. Um sujeito entrou em uma van, em Belém, e simplesmente resolveu assaltar a lotação. Agora o surreal: Com uma arma de brinquedo! E ainda se achou no direito de agredir as pessoas, verbal e fisicamente. Até que se percebeu que a arma que ele brandia era na verdade, falsa. Agora, pensa num ladrão azarado! Além de terem notado que a arma era de brinquedo, A COBRADORA AINDA ERA BOXER!! Arrebentou o ladrão na porrada!!!!!!!!!!
Tem dúvidas do azar do infeliz? Então, tá: Milagrosamente, justo nessa hora, tinha uma viatura parada no sinal, e o motorista colou nela, o que chamou a atenção dos guardas. Aí é que foram elas: os guardas mesmo já tendo "imobilizado" o ladrão, não puderam impedir a nossa cobradora predileta de acertar uma LINDA sequência NA CARA do biltre. Não é que eu apóie ou incentive a violência, mas como brasileiro, vítima desse sistema INJUSTO, quantas vezes, indignado, já quis pegar certos facínoras que existem por aí e QUEBRAR-LHES A CARA. Vocês não? Sejamos francos...

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Cobradora valente vira "heroína popular"


Gabriela nocauteou um ladrão na noite da última segunda-feira
Só hoje, eu já contei sobre o caso mais de dez vezes e já me chamaram até de ‘Popó’”, disse, sorrindo, a cobradora Gabriella da Conceição de Oliveira Cabral, que nocauteou um ladrão na noite da última segunda-feira, em Ananindeua, após assalto à van em que ela e o irmão trabalham. Bastante machucado e baleado na perna, o acusado Cristiano Guimarães Pinheiro, 22 anos, foi levado para o Hospital Metropolitano e, a seguir, para a Seccional da Cidade Nova, onde foi autuado por roubo.

O caso foi destaque de ontem no DIÁRIO DO PARÁ e em rede nacional de televisão. O caso ganhou até proporções internacionais, com a divulgação da notícia pela TV Band News.

A coragem da jovem de 21 anos impressionou a todos. “Todo mundo me pergunta o que houve. Me parabenizam. Ganhei da TV RBA até uma bolsa de estudos em uma faculdade”, disse a jovem. Gabriella chegou a cursar o 1º semestre de Administração na Fapan, curso em que a faculdade ofertou uma bolsa de estudos à “boxeadora”, o que foi anunciado pelo apresentador Ronaldo Porto ontem na TV RBA.

Mais calma, mas ainda revoltada com tudo o que aconteceu, a jovem curtia a família e disse que agiu no momento certo graças aos ensinamentos do pai. “Na hora, eu fingi que estava chorando para tirar a atenção dele, porque eu esperava o momento certo para reagir. Meu pai, que era militar, me ensinou que se a gente acertar um golpe no queixo do alvo ele desmaia na hora”, falou Gabriella.

Waldir Cabral, 54 anos, pai de Gabi, contou que sempre aconselha os filhos a nunca regirem a assaltos, mas se perceberem que há possibilidade de atacar o criminoso, é preciso ser cauteloso.

“Eu mostro para eles que é preciso estudarmos tudo com calma. A cada passo na rua, devemos observar ao nosso redor como poderemos agir em caso de abordagem de um criminoso. É preciso fazer o assaltante acreditar que você vai colaborar e se, de repente, ele se distrair, os golpes devem ser precisos”, contou o senhor.





Gabriella queria defender o irmão

Em entrevista ao DIÁRIO, a “heroína” contou detalhes do fato:

DIÁRIO - Quando ele anunciou o assalto, quantas pessoas estavam no veículo?

Gabriella - Só havia uma senhora na van, mas em momento algum ela reagiu. Ele falava que se a gente não entregasse toda a renda do dia e a van ele nos mataria. A seguir, pegou o celular da passageira e antes de pedir o meu e o do ‘mano, eu consegui escondê-los.

DIÁRIO - Ele bateu em vocês?

Gabriella - Em mim e no meu irmão. Eu fiquei olhando para ele para tentar gravar a fisionomia para depois fazer um retrato falado. Aí ele percebeu que eu estava olhando e me agrediu.

DIÁRIO - Em que momento você decidiu reagir?

Gabriella - Quando meu irmão se jogou da van e ele apertou o gatilho. Só vi o ‘mano’ cair no chão e pensei que ele estivesse morto. Subiu uma raiva tão grande que eu não pensei em nada e avancei nele. O revólver caiu no chão e começamos a lutar. Ele me deu um chute e tentou pisar no meu rosto, mas quando foi fugir pela janela, puxei pela calça dele e apliquei vários socos. Tentei dar no queixo dele, mas não consegui.

DIÁRIO - Você percebeu logo que a arma era de brinquedo?

Gabriella - Não, eu fui para cima dele porque pensei que meu irmão estivesse morto, mas para mim a arma era de verdade. Só soube que era de brinquedo quando, fora da van, os policiais pegaram o revólver. Fiquei com tanta raiva que parti para cima.

DIÁRIO - Você teve medo?

Gabriella - Quando ele disse que ia nos levar para a avenida Independência e lá que o assalto ia começar. Ele já havia batido em nós, então eu pensei que ele ia fazer algo muito pior com a gente.

DIÁRIO - Você luta algum tipo de arte marcial?

Gabriella - Não. Mas pratiquei capoeira dos 12 aos 15 anos. Ultimamente não pratico o esporte. Só dou uns socos, de vez em quando, no saco de boxe do meu cunhado que está ali no pátio. Um vez fiquei olhando ele fazer e durante uns dias treinei lá.

DIÁRIO - Você não tem medo de vingança?

Gabriella - Olha, eu acredito muito em Deus e o que ele decidir para mim, será. (Diário do Pará)

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Palavras dela.

Pessoalmente acho que ela tem é que "abrir os olhos". Nós sabemos que no Brasil, ladrão não fica na cadeia. Daqui a pouco ele tá aí nas ruas, e com essa superexposição do nome e imagem dela, acredito que ela corra sim algum tipo de perigo. Então, cuidado gatinha!!

De qualquer forma, mesmo sabendo ser perigoso e até imprudente reagir, só posso PARABENIZÁ-LA pela atitude (sabe lá o que ele ia fazer em seguida!!), dizer-lhe que fiz meus também seus socos, assim como MUITOS de nós, paraenses, brasileiros. Suas mãos, eram NOSSAS mãos, de indignação, de exasperação, de revolta. Estamos indefesos, porque somos aconselhados (pelo próprio bom-senso) a não agir nunca, a ser assaltados, apanhar, e calados. Estamos indefesos porque quem devia nos proteger não é capaz de fazê-lo.

E o que sobra então pra nós? O bagaço da laranja...

Mas dessa vez, safado, você se deu mal. Tá pensando que é assim? que vão ganhar todas? que tá tão avacalhado que até com arma de brinquedo neguinho já tá se sentindo à vontade pra bater em mulher, em homem, em todo mundo?? Tá pensando que todo mundo é otário?????

Ah, isso é que não...

Valeu Gabi!!

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É isso aí, contando com a história do gato na sacola, são DOIS PONTOS pra nós!!!!!!!! hehehehe!

domingo, 9 de agosto de 2009

O bicho tá pegando!!



Daí certo dia encontrei um amigo de infância (alô Cláudio!), que por uma dessas coincidências do destino, trabalha na equipe de segurança da Unama, minha universidade. Conversávamos sobre o campus e as coisas estranhas que e curiosas que acontecem por lá, quando ele saiu com essa:

"- Pior foi uma noite dessas que chegou uma mulher no portão, meio chorando, meio rindo, toda nervosa. Quando a gente foi saber o que havia, ela contou que naquele dia, mais cedo, havia morrido o seu gato. Tendo em vista ela morar no centro da cidade, não havia um bom lugar pra enterrar o bichano condignamente, então ela resolveu pô-lo em uma sacola e tentar achar outra destinação pro bicho. Só que ela não quis usar uma sacola plástica, vai ver ela achou que era coisa de gato pobre, sei lá, mas ela pegou uma sacola dessas de papel, toda bonitona, de loja famosa, e tacou o gato dentro. Lá ia ela pela rua, pensando no que fazer com a bagagem, quando ela ouve:
"- Perdeu dona, passa a sacola!"
Ela só eestendeu o braço com a sacola, nem levantou os olhos.
Já o ladrão, nervoso com a situação (como sempre), passou a mão na sacola e saiu correndo.
Ela disse que ficou uns segundos parada, meio em choque com o absurdo da situação, e então veio correndo buscar abrigo lá com a gente, com medo de ele voltar."

Claro que me espoquei na risada. Minha imaginação é absurda e já criei a cena toda na cabeça. Fala sério, deve ter sido surreal.

O mais legal é que esse é um "causo" de assalto que acabou bem, né? Ao menos pra vítima.

Já ao ladrão só posso dizer: Um dia é da caça, outro do caçador. Dessa vez, quem "perdeu" foi você, mané!!

Só queria ter visto a cara dele ao abrir a sacola...

Seja um de nossos autores!

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